15 de junho de 2021 09:29

Defesa Sanitária Vegetal da Emdagro reforça combate à Cochonilha do Carmim em Canindé


Empresa atua na contenção da praga, que pode causar sérios prejuízos em lavouras de palma forrageira


Responsável por causar sérios prejuízos à cultura da palma forrageira, a praga Cochonilha do Carmim tem atacado propriedades rurais em diferentes localidades do Nordeste e deixado os serviços de Defesa Sanitária Vegetal em alerta. Em Sergipe, segundo a Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), foi detectada a sua presença em algumas propriedades rurais do município de Canindé de São Francisco, distante 213 km de Aracaju. A Coordenação de Defesa Sanitária Vegetal (CODEV) se mobilizou e criou uma força-tarefa para identificar e conter, de forma emergencial e prematura, a disseminação da praga em território sergipano.

Segundo o Coordenador de Defesa Sanitária Vegetal da Emdagro, o Eng. Agrônomo Sandro Kruger, a força-tarefa tem acelerado o processo de verificação e detecção, buscando a contenção imediata da cochonilha no município de Canindé. “Designamos cinco técnicos da Emdagro e estamos visitando comunidades e produtores rurais no município do Alto Sertão, priorizando áreas de divisa com os Estados da Bahia e Alagoas. Assim que a praga é identificada, realizamos imediatamente o trabalho de educação sanitária vegetal, conscientizando o produtor sobre a importância da sua contenção, evitando a disseminação através do corte e queima da planta infestada na própria propriedade, de forma que esse material não seja levado além da atual área de abrangência”, explica.

Sandro reforça que os produtores da propriedade, onde foi identificada a presença da Cochonilha do Carmim, estão conscientes dos problemas que a praga pode ocasionar à economia local. “Eles têm ajudado a equipe da Emdagro nesse trabalho de detecção e erradicação da palma contaminada. Alguns, por exemplo, rapidamente ofertam ao gado ou arrancam a palma, preparando novamente a terra para plantio de variedades resistentes, como a palma miúda e/ou orelha de elefante mexicano, além de consorciar com outras culturas, como o milho e o feijão. Inclusive, muitos estão se cadastrando para receber as raquetes de palma orelha de elefante doadas pela Emdagro, que são muito resistentes ao ataque da Cochonilha do Carmim”, detalha o Coordenador.

Há alguns anos, caso semelhante aconteceu, e a situação foi resolvida, segundo lembra Kruger. De acordo com ele, a última vez em que a praga foi identificada em Sergipe foi em 2017, porém, com a intervenção dos técnicos da Emdagro junto aos produtores, foi possível conter o avanço da praga. “Estamos tomando todas as medidas possíveis e as demais regiões do Estado não devem aguardar. Devem buscar substituir a palma suscetível por variedades resistentes, observando quinzenalmente as áreas de palma, e informar com urgência a eventual ocorrência da praga em sua região ou propriedade no Escritório da Emdagro mais próximo”, orienta Sandro Kruger.

Prejuízos

A Cochonilha do Carmim é uma praga altamente prejudicial para a lavoura da palma forrageira, uma vez que, ao infestar a cactácea, o inseto-praga produz carmim – um corante natural de alto valor comercial muito utilizado pelas indústrias de bebidas, alimentos e tecidos, em substituição aos corantes artificiais – porém, sua ação no palmal é devastadora. Quando o ataque é muito severo, as cochonilhas cobrem a superfície das raquetes impedindo sua fotossíntese, prejudicando dessa maneira seu crescimento. Além de sugarem a seiva das plantas consumindo todo o seu material nutritivo, as cochonilhas podem também introduzir vírus ou toxinas que causam o enfraquecimento e a morte das plantas.













Last Updated on 15 de junho de 2021 by carlos.mariz