15 de março de 2020

Projeto D. Hélder Câmara transforma vida de agricultores de baixa renda no semiárido sergipano


Com presença efetiva em 17 municípios do semiárido sergipano, o Projeto Dom Helder Câmara vem contribuindo para a geração de emprego e renda para 2.543 famílias sergipanas em extrema pobreza, criando condições para que possam produzir e comercializar seus produtos agrícolas nas comunidades rurais onde residem. Executado pelo governo do Estado, através da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), em parceria com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (ANATER), o Dom Helder também insere as comunidades em programas sociais do governo estadual, como o de Distribuição de Sementes e Inseminação Artificial Por Tempo Fixo (IATF).

 

Um case de sucesso sobre a utilização dos recursos e da assistência técnica proporcionados pelo Projeto Dom Helder Câmara pode ser visto na comunidade Linda Flor, no município de Porto da Folha. Lá, os agricultores familiares Ariosvaldo Pereira Lima Farias e sua esposa Maria Rousi Carla de Farias Lima, há pouco mais de um ano, trabalham com a criação de ovelhas. Os recursos disponibilizados pelo projeto permitiram ao casal construir um aprisco com capacidade para 10 animais, contando com o auxílio técnico do escritório da Emdagro em Porto da Folha, para a elaboração do projeto.

 

O criador mantém, ainda, em sua propriedade, a criação de cinco vacas paridas e um touro. Beneficiado pelos programas de Inseminação Artificial Por Tempo Fixo (IATF) e o de Distribuição de Sementes de Milho e Palma, desenvolvidos pelo Governo do Estado, através da Emdagro, Ariosvaldo tem a visão empreendedora de um dia possuir um rebanho de alto padrão genético. “Esses projetos têm me ajudado muito. Consigo vender as ovelhas novas e tudo o que ganho, reinvisto nelas mesmas. Já as vaquinhas, o que eu quero é que elas produzam cada vez mais e com alto padrão genético. Isso aumenta – e muito – a produção do leite. Por causa do IATF, hoje eu tenho duas vacas prenhas”, comemorou o criador.

As famílias beneficiadas pelo D. Hélder recebem um fomento de R$ 2.400, aplicados em projetos elaborados e acompanhados pelos 25 Técnicos da Emdagro distribuídos nos 17 municípios do Alto Sertão sergipano, que prestam assessoria técnica e extensão rural junto às famílias localizadas em 90 comunidades rurais. O técnico Sérgio Waltemberg, do Escritório da Emdagro de Porto da Folha, destaca que o trabalho é feito em conjunto com os produtores rurais. “Seu Ariosvaldo é um exemplo de produtor receptivo às tecnologias e orientações, que vem seguindo corretamente as boas práticas na criação de ovelhas e do gado. Daí vem os bons resultados que está obtendo, mesmo que ele nunca tenha trabalhado com essa atividade”, comentou o técnico.

 

Já no município de Monte Alegre, no Povoado Monte Santo, a agricultora Vanessa Santos Pereira vem obtendo êxito na criação de galinhas. Com a ajuda do projeto, foi possível construir um galinheiro com capacidade para 50 aves. A proposta da agricultora é aumentar sua criação para conseguir tirar renda com a venda de galinhas de corte. “Atualmente, minha produção principal é a palma, mas também cultivo feijão de corda e crio minhas galinhas. É com elas que eu vou ganhar mais dinheiro, quando aumentar a produção. Aqui no povoado, por ser distante da cidade, não temos muitas opções de compra. Por isso, tenho a ideia de montar uma mercearia pra vender as coisas aos poucos, inclusive, o frango congelado”, revela a agricultora.

 

D. Hélder

 

O Projeto Dom Helder Câmara em Sergipe consolidou sua atuação no desenvolvimento de 309 projetos orientados para as explorações de avicultura caipira e mista, suinocultura, bovinocultura de leite e de corte, caprinos, ovinos e apicultura, através do acompanhamento da Emdagro. “No Projeto D. Hélder, as metodologias utilizadas são participativas, com atenção voltada para todos os membros da família que participa das ações. O projeto vem empreendendo na capacitação orientada para técnicos executores e beneficiários, com conteúdos voltados para as atividades, bem como para a gestão e o controle social dos empreendimentos, de políticas públicas, manejo do sistema de informação, entre outros”, destaca o coordenador do Projeto em Sergipe, Eduardo Barreto Cabral.