10 de outubro de 2018

Programa Águas de Sergipe capacita agricultores


O projeto de capacitação do Programa Águas de Sergipe, financiado pelo Banco Mundial em parceria com o Governo do Estado, tem como objetivo promover a capacitação de agricultores familiares e de técnicos colaboradores em gestão de recursos naturais das comunidades localizadas na sub bacia Hidrográfica do rio Jacarecica.
O processo de capacitação, coordenado pela Emdagro, foi iniciado no último mês de agosto e se estenderá até março de 2019, tendo como área de abrangência os municípios de Malhador, Itabaiana, Campo do Brito, Ribeirópolis, Areia Branca e Moita Bonita.
Os eventos estão sendo realizados pelo consórcio Água e Solo Estudos e Projetos LTDA e Sustentare Engenharia, vencedora do Edital lançado pela Semarh em 2017, quando várias instituições governamentais e não governamentais de diversos estados do Brasil concorreram através da apresentação de propostas técnicas e metodológicas.
A capacitação contempla 66 eventos nas modalidades cursos (30), oficinas (15), dias de campo (4), intercâmbios (4), campanhas (10) e seminários (2) e envolve 1.000 agricultores familiares e 50 técnicos colaboradores das diversas instituições/entidades dos referidos municípios como Emdagro, Sindicatos, Secretarias Municipais de Agricultura, Cooperativas, Escolas Agrícolas, IFS entre outros.

Nesse processo a Emdagro tem o compromisso de acompanhar a execução dos eventos, avaliar os conteúdos ministrados pela empresa contratada, a metodologia aplicada no desenvolvimento das temáticas, analisar o material didático produzido, socializar informações com as equipes técnicas executoras bem como da Emdagro. A comissão está composta pelas técnicas Abeaci dos Santos, Eugênia Maria Ramos e Maria Suzana Leite Oliveira esta última coordenando a comissão criada por meio de convênio Emdagro/Semarh.
O projeto de capacitação envolve três grandes temas que são agroecologia, manejo adequado da irrigação, conservação da água e do solo com conteúdos teóricos e práticos, destacando entre outros, as boas práticas de agroindustrialização, manejo e conservação do solo, 
sistemas alternativos da produção agroecológica, efeitos do processo de polinização, importância das trocas de sementes, reflexões sobre o lixo, importância da amostra de solo, interação entre plantas, controle biológico,os efeitos dos agrotóxicos no meio ambiente, formas de contaminação dos alimentos, importância da produção de alimentos em termos de quantidade, qualidade e formas de ingestão,tipos de sistemas de irrigação considerando os tipos de solos, demonstrações simplificadas para medição do volume da vazão de água,testesda velocidade de infiltração básica considerando o tipo do solo.

Vale destacar que a temática do agrotóxico foi inserida durante as discussões com as equipes locais, a comissão de acompanhamento e os técnicos da empresa contratada.
De agosto a outubro, foram realizados 26 cursos e 11 oficinas com a participação de 301 agricultores familiares entre homens e mulheres, valendo observar que o percentual de participação de mulheres está em torno de 75%, sendo boa parte desse quantitativo de jovens, além de estudantes e professores do ensino fundamental das escolas agrícolas, especialmente, em Itabaiana, que chamaram a atenção pelo envolvimento nas práticas realizadas, principalmente, sobre agroecologia.
“Esses três dias de curso estão sendo ótimos, pois, é um aprendizado a mais. E o que mais gostei foi sobre o planejamento do solo e como fazer uma amostra para saber colocar o adubo, pois aqui a gente não tem medida”. Disse a agricultora do Povoado Antas Malhador, Greice dos Santos Ferreira.